A COP30 foi um momento histórico para o Brasil e para o mundo. Belém do Pará recebeu representantes internacionais e comunidades locais, mostrando a força da Amazônia e de seu povo. Apesar de avanços, temas essenciais ficaram em aberto, como o mapa do caminho para reduzir o uso de combustíveis fósseis e medidas mais firmes de proteção das florestas.
A participação de indígenas, quilombolas, ribeirinhos e diversas organizações de educação e ciência trouxe reflexões importantes e reforçou a necessidade de compromissos realmente globais. Na perspectiva de uma Educação em rede emancipadora, aprender com a natureza, com a história e com os saberes dos povos tradicionais é fundamental para uma ação global coletiva visando transformar práticas educativas e orientar o cuidado com os recursos renováveis (água, luz solar, vento, solo fértil, biomassa), não renováveis (petróleo, carvão, gás natural, minérios), inesgotáveis (energia solar e eólica) e biológicos (animais, plantas, florestas) do planeta.
A COP30 e a Pedagogia da virtualidade também dialoga com a ideia de Lais Wollner sobre o “retorno à natureza”: agir com simplicidade, observar o mundo natural e reencontrar equilíbrio no/com/do universo. Essa visão se conecta com o chamado a aprender da própria história, como lembrado por Maria do Socorro Peixaria.
O desafio agora é manter o diálogo, ampliar ações concretas e fortalecer a justiça climática, com ciência, tecnologia e educação a serviço da cidadania. Não é apenas filosofia, é buscar a calma, aprender com a natureza, com os povos originários e com a história que estamos construindo.
Outras fontes: Taijiquan, intercultura e educação.