O Relatório Internacional de Segurança em IA é a primeira análise abrangente sobre os riscos e capacidades dos sistemas avançados de Inteligência Artificial (IA). Presidido por Yoshua Bengio (MILA), o relatório reúne o trabalho de especialistas em IA, com o apoio de um Painel Consultivo Internacional que inclui representantes de países, como o Brasil, e organismos como a ONU, UE e OCDE. A apresentação oficial ocorreu na Cúpula de Ação em IA, em Paris, em fevereiro de 2025.
Embora não proponha diretrizes políticas, o relatório apresenta evidências científicas sobre a segurança da Inteligência Artificial (IA), uma tecnologia em rápida evolução, amplamente utilizada por empresas, instituições educativas e pessoas no geral. Seu objetivo é promover uma compreensão global dos riscos e das estratégias para mitigá-los.
O relatório aborda três questões principais:
- Capacidades da IA de uso geral
- Riscos associados a essa tecnologia
- Técnicas de mitigação desses riscos
O intuito é:
- Apoiar políticas com informações sem recomendar direções específicas.
- Promover discussões baseadas em evidências sobre as incertezas da IA.
- Fortalecer a compreensão global sobre a segurança da IA.
Os países em desenvolvimento e/ou sem regulamentação própria de IA enfrentam desafios relacionados à soberania tecnológica e dependência de decisões de potências globais. A responsabilidade desses países pode incluir:
- Adotar regulamentações externas.
- Participar de fóruns multilaterais.
- Desenvolver estratégias nacionais para proteger setores críticos, como educação e direitos digitais.
O relatório sugere refletir sobre como a falta de produção e políticas próprias de IA pode impactar a soberania desses países, especialmente em áreas como:
- Regulação e normatização, ficando dependentes de regras externas.
- Infraestrutura tecnológica, aumentando desigualdades econômicas.
- Proteção de dados e privacidade, sem leis próprias.
- Mercado de trabalho, com impactos no emprego sem estratégias locais.
- E, sustentabilidade.
Desafios e Oportunidades para o Brasil
O Brasil, embora não desenvolva IA, pode adotar algumas estratégias para contribuir para a segurança da IA global. Algumas possíveis ações no âmbito educativo incluem:
- Incorporar IA no currículo escolar: com programas educacionais que incluam conceitos e implicações éticas da IA, preparando os estudantes para um uso crítico e criativo da tecnologia.
- Formação continuada de educadores: oferecer programas de formação para professores sobre IA, permitindo que eles compartilhem conhecimentos de forma eficaz e crítica.
- Promoção de pesquisa: incentivar universidades a realizar pesquisas sobre IA, com foco na segurança e parcerias no setor privado, com autonomia.
- Fomentar à emancipação digital: garantir acesso à tecnologia e internet para que as instituições educativas possam aprender coletivamente sobre IA.
- Desenvolver programas de conscientização: informar a população sobre os riscos e benefícios da IA, promovendo discussões públicas fundamentadas.
- Colaboração internacional: participar ativamente de fóruns e iniciativas internacionais sobre IA, aprendendo com as melhores práticas de outros países.
- Incentivar a ética na tecnologia: integrar a ética nas discussões sobre IA, educando os estudantes para um uso responsável da tecnologia.
Essas iniciativas podem ajudar o Brasil a se posicionar de forma proativa na discussão sobre a IA, contribuindo para uma abordagem mais segura e equitativa, com foco na educação pública e na proteção da soberania científica e cultural.
Texto com revisão do que disse o ChatGPT. 15 Fev. 2025.