É enorme a satisfação de apresentar ao coletivo a obra intitulada MigraEducas: vulnerabilidade como potência ou abrir a educação superior com o migrantes e refugiados (São Paulo, Virtus Educação, 2019). São duzentas e quatro páginas exalando sensibilidade, estimulando o falar e deixando “escutar a voz” das pessoas. Projetando o ‘inédito viável’ deixa para trás comportamentos engessados pelo hábito repetitivo que não trazem mudanças.
O midiatismo especulativo e instantâneo deste terceiro milênio baseado no vigor do Ter (“tenho esse livro e outros mais…”) não é o norteador desta obra que incursiona na temática da educação superior vinculada às migrações. O seu olhar diante das problematizações atuais busca elementos para pensar o Brasil, os estudantes universitários imigrantes e as pessoas em situação de refúgio.
A obra defende e reivindica o direito dos refugiados a continuar ou iniciar estudos universitários no país de chegada. A esperança não sucumbe em procuras e tentativas incertas, não aceita as circunstancias da condição migrante como justificativa para não contribuir para o futuro deles como de tantos brasileiros que também buscam oportunidades na educação superior, presencial ou a distância.
Considero de suma importância que a sociedade preserve o ato de dialogar para se comunicar com as pessoas em situação de refugio e achar oportunidades para a cidadania. O livro, como instrumento de consulta e de aprimoramento profissional, é uma contribuição para estudos que buscam a compreensão do outro em um espaço diferente, desconhecido e procuram erradicar o preconceito pela hospitalidade e o acolhimento. Observa-se a construção de pontes e não de muros como barreiras, nesse sentido a obra não comporta o possuir mas o compartilhar.
Leitura inquieta. Dinâmica. Instigante. Voraz. Sábia. Atualizada. Embasada. Expressiva. Encontra-se nas versões impressas e e-book. Boa leitura!, Good reading!, ¡Buena lectura! Bonne lecture!
Ingrid Silva. Dez. 2019*
*Ingrid Maria José da Silva, graduada em Letras- Português/Inglês (Licenciatura) pela Universidade Católica de Santos.