Dia Mundial do Refugiado: reivindicar o acesso à educação

No livro MigraEducas: vulnerabilidade como potência ou abrir a educação superior com migrantes e refugiados (2019), reconhecemos a quantidade exponencial de pessoas deslocadas à força no mundo — número que hoje ultrapassa os 120 milhões. Acreditamos importante retornar ao post original pela atualidade da obra que decorre justamente dessa realidade persistente, que não dá sinais de cessar. Os “senhores das guerras” continuam a atuar: apostam e investem em confrontos militares, provocam fome, sede, mortes e violam direitos humanos básicos. Parecem ignorar as consequências devastadoras de suas ações.

O dia 20 de junho foi instituído pela ONU como o Dia Mundial do Refugiado e, no Brasil, marca também a realização da Semana Nacional sobre Migrações, Refúgio e Apatrídia. Nessas ocasiões, reúnem-se pessoas diretamente envolvidas com o tema para discutir e formular propostas de políticas públicas, reconhecendo que a migração forçada afeta milhões de vidas e perpetua ciclos de sofrimento e desigualdade.

Acreditamos que a educação -tema do livro- é um pilar fundamental para restaurar, ainda que parcialmente, a dignidade dessas pessoas. Ela tem o poder de atenuar a violência e abrir caminhos para o diálogo — tanto entre os migrantes quanto entre eles e os próprios senhores da guerra, que parecem alheios ao dano que causam aos outros e a si mesmos, enquanto humanidade.

O livro, lançado em 2019, continua relevante e atual. É vital reconhecer o direito de migrar especialmente em situações de graves violações, além de defender os direitos das pessoas e a soberania dos Estados.

Convidamos você a acessar o link para ler o livro e sinta-se à vontade para compartilhar sua experiência ou opinião.

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