“Nas práticas educacionais, o professor, ao ter que lidar e compreender este universo [digital], depara-se com os imperativos da cibercultura e procura a relação e a participação pela conexão, utilizando-se da tecnologia, da formação de comunidades, modulando a velocidade e a vertiginosidade, para conseguir o sossego e a calma dos estudantes para aprender.
A comunidade de aprendizagem em rede, como um rizoma, abre-se em múltiplas conexões, nas heterogeneidades e nas diferenças para produzir. Em nossa atuação como educadora não queremos exercer lógicas verticais, ‘eucalípticas’ e sim lógicas de sentido rizomáticas que deixem circular os saberes e as coisas.
Concordamos com Ruben Alves quando nos leva à reflexão epistemológica acerca do que realmente queremos para a educação: “É bem verdade que é possível plantar eucaliptos, essa raça sem vergonha que cresce depressa, para substituir as velhas árvores seculares que ninguém viu nascer nem plantou. Para certos gostos, fica até mais bonito: todos enfileirados, em permanente posição de sentido, preparados para o corte. E para o lucro.”
Como diz Alves, talvez seja necessário acordar o professor para instaurar novos mundos e uma maneira de fazer isso é, em tempos violentos e vertiginosos, buscar o sossego e a calma no processo educacional.”
Fonte.