Nos últimos meses, percebe-se o quanto que a sociedade brasileira é estrangulada pelas políticas públicas que são influenciadas por interesses privados. É curioso como em lugar de se investir mais verbas em educação, é este setor o primeiro a sofrer cortes. Sem desconhecer que se tem avançado muito na escolarização, no contexto dos cortes há que se buscar entrada para a cidadania, além da saída dos problemas.
O encarecimento da vida tem levado alguns setores a pensar que se pode ofertar educação a distância para resolver questões emergenciais, para baratear os custos ou para diminuir os carros na rua. Hoje, a universidade, sem dúvida, pode apostar na modalidade a distância mas não para tirar os carros da rua, aliás o preço da gasolina resolve isso. Orçamento e mobilidade urbana são básicos para a educação acontecer, mas os argumentos para optar pela modalidade de educação a distância seriam outros.
No mundo conturbado que nos toca viver, surgiu esta reflexão acerca da situação educacional atual e a necessidade de se mobilizar, como disse Rafael Ávila Penagos, no sentido de evitar um epistemicidio educacional generalizado.
Recomenda-se a leitura de:
Ávila Penagos, R. De la ex-tensión a la in-tensión – O de cómo subsanar el epistemicidio provocado por la Universidad moderna.
Mais aulas pela internet e menos carros nas ruas. 14 out. 2015.
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